domingo, julho 15, 2007

Entret. e cultura a 15/07 - Filmes

Já lá vai algum tempo desde o último "post" de filmes e realmente o tempo para actualizações no blog nem sempre é suficiente mas cá vou pondo á medida do possível. Fica aqui os últimos que vi desde o ultimo "post".

Pirates of the Caribbean: At World's End (2007) - Piratas das Caraíbas: Nos Confins do Mundo














Depois de "A Maldição do Pérola Negra" e de "O Cofre do Homem Morto", reencontramos Will Turner, Elizabeth Swann e o capitão Barbossa unidos na batalha para salvarem o extraordinário e excêntrico Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) da armadilha de Davy Jones, enquanto este e o seu navio assombrado espalham a destruição pelos oceanos. A sua aventura leva-os até Singapura, onde terão de enfrentar o pirata chinês Sao Feng. A caminhos dos confins do mundo, cada um terá de escolher o seu destino numa batalha final titânica.

Este é o final de uma saga de sucesso começada em 2003 que foi uma lufada de ar fresco no género, que contou com a incrível camaleónica actuação de Johnny Depp. Este filme diferentemente do segundo que se baseou mais em piadas de situação e festival de efeitos visuais, é mais negro, sério e surreal sendo que destaca-se os vários "twists" da história e a surrealidade da actuação de Johnny Depp. Para quem ficou desapontado com o segundo filme, este redime a saga


Bom yeoreum gaeul gyeoul geurigo bom (2003) - Primavera, Verão, Outono, Inverno e... Primavera













Um monge budista (Oh) vive com uma criança pequena (Seo) numa casa flutuante no meio de um lago. O monge educa o miúdo de forma rigorosa: quando ele maltrata pequenos animais, o mestre castiga-o de forma paralela. Cada estação que passa traz uma fase da vida do pupilo — acompanhamos a criança, o jovem, o adulto. Durante a adolescência, uma rapariga doente é colocada sob os cuidados do monge, quebrando a harmonia do local, assente numa bipolarização reconduzida, em última análise, ao princípio de Yin e Yang.

Este filme é uma histórica cíclica que representa no fundo o ser humano e a sua evolução conforme a idade, da sua eterna luta entre o bem e o mal dentro do seu coração, realizado de forma muito visual e estético.

Layer Cake (2004) - Crime Organizado














Planeando a sua reforma e um começo de vida nova, Mr. X (Daniel Craig), um importante traficante de droga de West End vê-se na obrigação de cumprir um último favor: negociar a venda de um milhão de doses de extasy. Para sua desgraça as pastilhas tinham sido roubadas a um importante traficante Sérvio que o matará se ele as tenta vender. Tendo em conta que outro tubarão do crime organizado de Londres (Michael Gambon) o reformará permanentemente se este não as vende, Mr. X tem razões para estar preocupado com o seu futuro: não pode perder a cabeça.

Filme com bom argumento que retrata no fundo a vida na corda bamba para quem tem de lutar no mundo do crime para tentar sobreviver e formar poder. Filme sólido com um ar muito "cool"


Final Destination 3 (2006) - O Último Destino 3













No que devia ser um dos dias mais felizes da sua vida, a finalista do liceu Wendy junta-se aos amigos para a noite de celebração do fim de curso, num parque de diversões local. Quando entra na montanha russa, Wendy tem a premonição de um acidente fatal, para ela e para os seus amigos. Aterrorizada, Wendy pede para sair e o seu companheiro de turma Kevin, sente-se obrigado a acompanhá-la. Enquanto observam cá de baixo, a premonição de Wendy mostra-se assustadoramente verídica, a carruagem fica fora de controlo, e todos os que lá ficaram, morrem. Mas isto é apenas o inicio...Aqueles que escaparam ao desastre descobrem que é difícil fugir ao destino. Eles estavam destinados a morrer... e a morte não se deixa enganar assim tão facilmente!

Filme de suposto terror que disso não tem nada mas se o interpretarmos como comédia negra muito sádica aí o caso muda de figura e que o torna divertido de se ver.

Apocalypto (2006)













Quando a idílica existência da civilização Maia é brutalmente posta em causa por uma violenta força invasora, um homem é levado numa perigosa viagem num mundo governado pelo medo e opressão onde um fim agonizante o espera. Porém, através de um assomo de esperança e impelido pelo poder do amor que tem pela sua mulher e família, ele iniciará uma fuga desesperada para voltar a casa e por fim, conservar o seu modo de vida.

Filme falado em dialecto Yucatec e realizado por Mel Gibson (Braveheart). Retrata uma pequena aventura de um homem durante um acontecimento mundial que foi a queda de um império apodrecido pelo poder e pela violência. No fundo o filme fala da desarmonia entre culturas, do poder que temos em mudar o nosso próprio destino e da mortalidade dos impérios.

Babel (2006)














Vencedor do Prémio de Melhor Realizador e o Prémio do Júri Ecuménico no Festival de Cannes e somando já sete nomeações para os Globos de Ouro nas categorias principais, "Babel", o novo filme de Alejandro González Iñárritu ("Amor Cão", "21 Gramas") é a história de um incidente trágico que gera uma cadeia de acontecimentos em quatro famílias, em quatro continentes. Ligados por circunstâncias mas separados por continentes, culturas e línguas, cada personagem descobre que é a família que, em ultima análise, providencia consolo. Nas areias longínquas do deserto Marroquino, um tiro de espingarda detona uma série de acontecimentos que ligam um casal de turistas americanos, dois rapazes marroquinos, uma ama que atravessa ilegalmente a fronteira para o México com duas crianças americanas e o pai de uma adolescente japonesa procurado pela polícia em Tóquio. Em poucos dias, cada um enfrentará a sensação vertiginosa de estar verdadeiramente perdido - perdido no deserto, perdido no mundo, perdido de si próprio.

A Torre de Babel é mencionada no livro bíblico do Génesis como uma torre enorme construída pelos descendentes de Noé, com a finalidade de tocar os céus e adorar deuses falsos.Irado com a ousadia humana, teria feito com que todos os trabalhadores da obra começassem a falar em idiomas diferentes, de modo a que não se pudessem entender, e assim, acabaram por abandonar a sua construção. Este filme conta-nos várias histórias que contém algo de comum apesar da distância e culturas. Apesar da boa ideia, as histórias não se conseguem misturar num conjunto fluido e a história da rapariga surda muda japonesa quase que atrapalha pois no fundo parece um filme só por si tornando o filme dissonante.

Syriana (2005)














"Syriana" é um complexo "thriller" político que tem como pano de fundo as intrigas e corrupção no mundo da indústria global do petróleo. Desde as jogadas de bastidores dos poderosos em Washington até à vida dos homens que trabalham nos poços, as diversas histórias que decorrem em "Syriana" entrelaçam-se e formam uma tela que nos mostra as consequências humanas da busca impiedosa de riqueza e poder. Num país do Golfo produtor de petróleo, o jovem e carismático Príncipe Nasir procura mudar o há muito estabelecido relacionamento com os interesses económicos americanos ao conceder os direitos de prospecção à oferta mais alta, neste caso aos chineses. É um enorme golpe para a Connex, uma empresa texana que detinha esses mesmos direitos, bem como para os interesses americanos na região. Entretanto, a Killen, uma pequena empresa petrolífera do Texas, propriedade de Jimmy Pope (Chris Cooper), acabou de ganhar os direitos de prospecção numa apetecida zona do Cazaquistão, o que a torna muito atractiva para a Connex, que necessita de novos territórios para manter a sua capacidade de produção. Quando as duas companhias se fundem, o negócio atrai as atenções e é chamada uma firma jurídica para averiguar. Bob Barnes (George Clooney) é um agente veterano da CIA prestes a terminar a carreira e cujo último trabalho será... o assassinato do Príncipe Nasir.

Um filme feito em jeito de documentário, com demasiadas personagens e demasiada história para contar em apenas 2 horas de filme num ritmo de "non stop" do início ao fim. Baseado no livro “See No Evil” de Robert Baer mostra o lado negro da economia do petróleo em que o sentimento mais forte é a impotência.


The Queen (2006) - A Raínha













A morte repentina da Princesa Diana deixou o mundo em choque em Agosto de 1997. O universo conservador da rainha de Inglaterra e da Família Real britânica entrou em colisão com um moderno e recém-eleito Primeiro-ministro, Tony Blair. "A Rainha" é um olhar sobre a forma como a Família Real foi afectada e o que aconteceu nos bastidores do poder quando a tragédia bateu à porta. É um filme sobre a batalha entre o que deve ser público e o que é privado, a responsabilidade e a emoção, enquanto uma nação e o mundo se ajoelhavam a chorar a morte da Princesa do Povo, aguardando as reacções dos líderes. Helen Mirren é a rainha, num papel que lhe valeu o Prémio de Melhor Actriz em Veneza. No mesmo certame, o filme, assinado por Stephen Frears, ganhou também o Prémio de Melhor Argumento.

A raínha é uma visão da familia real mostrando a complexidade e fragilidade de uma mulher que tem o peso de uma nação que mudou tanto que se tornou estranho para a mesma.

Transformers (2007)














Em 2003, é enviado o primeiro robô à Terra, mas a mensagem ultra-secreta que transporta não chega a ser entregue porque é destruído. Saberemos mais tarde que é um último aviso do Planeta Vermelho à Terra, que, por causa de uma fonte de energia, será invadida por uma guerra entre dois grupos de robôs. Uma guerra que opõe o Bem e o Mal, com os pacíficos Autobots, a quem os humanos se unirão, contra os cruéis Decepticons, determinados a dominar o Universo. Sam e Mikaela são dois estudantes que, inconscientemente, se tornam peças fundamentais nesta batalha, pois detêm a chave da fonte de energia, tão cobiçada pelos Transformers.

Baseada na popular série de animação do anos 80 (ainda me lembro bem da série), este filme é o blockbuster do ano. Assinado por Michael Bay (Armageddon, Pearl Harbour) é com alívio que posso dizer que não, este não é mais um Pearl Harbour mas também não é uma obra prima, apenas um filme de aventura e ficção com robôs gigantes a auto mutilarem-se uns aos outros e destruir tudo ao seu redor num enorme espectáculo de efeitos visuais. Esqueçam os "clichés" normais do realizador (que realmente irritam), esqueçam as incoerências, as piadas forçadas (muitas até que surpreendentemente resultam), perdoem os maus actores e divirtam-se com a viagem alucinante de destruição que é este filme, não faz mesmo mal a ninguém.

0 Comments:

Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação

<< Home