Viagem a 30/06-07/07 - Tenerife

Tenerife é a maior das ilhas do arquipélago das Canárias, que por sua vez pertencem a Espanha. O relevo da ilha é dominado pelo vulcão Teide, a mais alta montanha de Espanha.
Tenerife ocupa uma posição central em relação a Gran Canaria, La Gomera e La Palma. A sua capital é Santa Cruz de Tenerife.
A ilha está a pouco mais de 300 km do continente africano e a uns 1.300 km da Península Ibérica.
A estadia ficou na zona Sudoeste da ilha (Playa de Las Américas - principal ponto turístico), zona muito árida e quente. Primeira surpresa, o preço dos combustíveis, graças aos poucos impostos que vigoram.
Bastantes hotéis, bares, lojas numa zona estratégica a nível de turismo, já que é a mais quente e com Sol quase todo o ano.
Segundo dia, apenas para conhecer arredores e para banhos de piscina e praia. Esta última e como em toda a ilha, de areia negra e algo rochosa sendo que é preciso ter cuidado com o fundo ao entrar na água. Se pensar-se só em praia para as férias de Verão, Tenerife é para esquecer.
Foto da exposição de pinguins que ao que nos apercebemos, tinham como divertimento molhar os visitantes...
Uma imagem do show de aves exóticas...
...outra do show de aves de rapina (Falcões, abutres, águias entre outras...).
Show muito bem conseguido.
O Teide é um vulcão situado na ilha de Tenerife (Ilhas Canárias-Espanha). Com uma altitude de 3.718 m e uns 7.000 m de altura sobre o leito oceânico, é o pico mais alto de Espanha.
Para os indígenas das Canárias (os guanches) este vulcão tinha o nome de Echeyde (que depois de una castelhanização deu o nome actual) que significava inferno. Segundo as suas crenças, no cimo vivia Guayota, demónio maligno.
Este vulcão é o principal ponto de referência turística da ilha, impressionante pela sua altitude e pela sua particular, peculiar e bela paisagem.
Ficam algumas fotos que funcionam melhor que palavras.
Uma paisagem fantástica que não parece deste mundo.
Em excursão subimos à bela altitude de 2350mts, talvez o ponto terrestre que subi mais alto até agora. Ficou por fazer uma subida de teleférico que me levaria aos 3555 mts. Fica para a próxima.
Na descida dá para ver como uma ilha fantasma, por entre as nuvens, La Gomera - Outra ilha do arquipélago.
Encerrou-se aqui a viagem do dia, de volta ao hotel e a um banho de piscina.
Dia seguinte, aluguer de carro para conhecer mais a ilha e começou com uma visita a um local não muito publicitado devido à sua controversa origem - Pirâmides de Güímar
As Pirámides de Güímar ou Majanos de Chacona estão localizadas no município de Güímar na costa leste da ilha de Tenerife, no arquipélago das Ilhas Canárias, na Espanha. São cinco construções em forma de pirâmides escalonadas.
Em 1991 o famoso investigador Thor Heyerdahl estudou as pirâmides e concluiu que elas não poderiam ser simples amontoados casuais de pedras. Por exemplo, as pedras nos cantos das pirâmides mostram claras marcas de tratamento e o solo havia sido nivelado antes da construção das pirâmides. Segundo ele, este material não são pedras dos campos mais próximos, e sim, rochas de lava.
A pesar de suas investigações, Heyerdahl não pode descobrir a idade das pirâmides nem responder a pergunta de quem as construiu, mas defendia que os guanches teriam vivido em uma caverna abaixo de uma das pirâmides. Até a conquista espanhola nos finais do século XV, Güímar teria sido a residência de um dos dez menceyes (reis) de Tenerife.
Heyerdahl também propôs a teoria de que as ilhas Canárias teriam servido de base para um suposto movimento de embarcações entre as Américas e o Mediterrâneo. A rota mais rápida de fato passa pelas ilhas Canárias, que também foi usada por Cristóvão Colombo. Em 1970, Heyerdahl demonstrou que era possível navegar entre a África do Norte e o Caribe usando métodos antigos. Ele mesmo navegou do Marrocos à Barbados em um barco de feito de papiro, chamado Ra II (ver foto acima).
A maioria dos arqueólogos defendem que as pirâmides foram construídas por agricultores que haviam tirado rochas de seus campos de cultivo, tal como se fazia comumente em outras regiões das Ilhas Canárias. Tais construções são chamadas "paredões" (paredones) no meio rural. Além disso, muitos habitantes da própria localidade de Güímar atribuem essa mesma função às estruturas piramidais lá encontradas.
Por outro lado, não existem provas que demonstrem que estas "pirâmides" tenham sido construídas pelos guanches, nativos, nem que tais construções tenham uma idade superior a 200 anos. Também, não há provas inquestionáveis de que na antiguidade tenham ocorrido viagens de povos mediterrâneos ao continente Americano como as que defende Heyerdahl. De fato, tais teorias são rechaçadas por praticamente todos os historiadores.
Muitos arqueólogos alegam que as Pirâmides de Güímar não passam de mera propaganda turística e que as teorias de Heyerdahl carecem de fundamento histórico (Texto retirado da Wikipedia).
A viagem continuou e seguimos em direcção das montanhas de Anaga, local de alta riqueza botânica. É verdadeiramente mágico passar directamente de uma zona quente, árida e de céu praticamente limpo para uma zona fresca, verdejante e de névoas misteriosas que dançam por entre as copas das árvores.
Zona verdadeiramente mágica e que torna esta ilha num local de paisagens tão diversificadas e opostas.
Já em descida é possível ver a cidade de La Laguna, primeira capital da ilha formada após conquista, até 1723.
Mais um dia feito e novamente rumámos ao hotel...
Dia seguinte, mais um aproveitamento turístico, um dos mais visitados na ilha - Loro Parque.
É muito fácil perder um dia inteiro neste parque.
Próximo dia, em excursão pela zona Noroeste e Norte da Ilha. Primeira paragem a visão dos rochedos Los Gigantes (paredes rochosas que mergulham no mar)
Uma visão das aldeias mais típicas com as varandas em madeira trabalhada
Garachico é uma pequena vila piscatória que foi totalmente destruída pela lava que se dirigiu ao mar em 1706. A lava solidificada formou uma pequena península, onde foram reconstruídas partes de Garachico.
Uma paragem em Icod de Los Viños, uma das cidades mais velhas de Tenerife e tem o famoso dragoeiro (Drago Milenario), a sua principal atracção. Pensa-se que esta árvore tenha mais de 1000 anos
Após uma visita a Orotava devido ao seu centro histórico seguimos para uma atracção turistica que impressionou não por ser mais um ponto de tamanho monumental como o Teide ou Los Gigantes ou o Drago Milenar, mas pelo sentido inverso, pela miniaturização da cultura e paisagens.
É impressionante os detalhes que os artistas efectuaram e mesmo visto do ponto de vista da rua, os detalhes fazem ter dúvidas de quem vê se não será uma rua verdadeira?